Poema do dia: O jus e a televisão

A televisao e o jus

Em tempos de celulares, tablets e smartphones, as pessoas andam cada vez mais conectadas, interagindo com o mundo através das telas de seus aparelhos. A Televisão já pode ser considerada a avó desses aparelhos e mesmo fazendo parte da vida dos brasileiros por décadas, não parece ter empolgado a personagem de O jus e a televisão, poema de José Campos de Freitas, no livro Meu Vilarejo e Outros Poemas, da Alis Editora.

Conheça Justiniano, um sujeito simples que via toda beleza da vida sem nenhuma tela, apenas olhando ao seu redor.

O jus e a televisão

Sempre estava lá no Quilombo
Para ouvir a prosa engraçada do Justiniano.
Certa vez lhe perguntei:
“Por que não quiseste ainda, ó Jus,
Ter uma televisão?”

Como de costume,
Depois de bem meditar
O velho lavrador me responde:
“Por duas razões, meu rapaz:
Para me distrair
Já tenho cá a viola.
E a minha porteira,
Como no caso do amigo,
Só dá passagem para as boas visitas…”

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Publicado em 23 de janeiro de 2015

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